domingo, 18 de novembro de 2012

Músico do mês - Video - Pachelbel - Magnificat - Canon - Fuga

Johann Christoph Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 3 de março de 1706) foi um músico, organista, professor e compositor alemão do estilo barroco. Compõe um grande acervo de música sacra e secular, e suas contribuições para o desenvolvimento do prelúdio coral e fuga dão-lhe lugar entre os mais importantes compositores da época barroca.


Pachelbel já tinha 31 anos quando Johann Sebastian Bach nasceu, em 31/03/1685. Quando Pachelbel morreu, Bach tinha apenas 20 anos. Desta forma, podemos considerar Pachelbel anterior a Bach, o que ressalta sua modernidade e complexidade.

Sua obra mais célebre, o Cânon (Kanon) em Ré Maior, é, certamente, uma das mais belas composições da humanidade.




Pachelbel compôs principalmente para o órgão, seu principal instrumento, mas demonstrou, nesta peça, toda a sua capacidade orquestral (considerando-se os instrumentos disponíveis na época).

Outra peça célebre de Pachelbel é seu Magnificat em Dó Maior.



O Magnificat desempenha papel importante na liturgia protestante (mormente luterana) das Vésperas, e Pachelbel escreveu várias partituras para o texto durante sua vida. Tradicionalmente, o órgão era usado nesse contexto tanto para tocar versos alternados do canto como para executar um curto prelúdio a fim de determinar o tom de abertura para os cantores.

Ainda mais importante para o desenvolvimento da música, são as 95 Fugas para Magnificat que compôs para o serviço diário. Pachelbel produziu diversas fugas breves em cada um dos modos eclesiásticos, de forma que pudessem ser usadas induvidualmente segundo a música vocal a ser cantada em determinado dia, desde o 'primus tonus (literalmente "primeiro tom", baseado em dó) até todas as notas da escala:

Magnificat Primi Toni - 23 fugas;
Magnificat Secundi Toni - 10 fugas;
Magnificat Tertii Toni - 11 fugas;
Magnificat Quarti Toni - 8 fugas;
Magnificat Quinti Toni - 12 fugas;
Magnificat Sexti Toni - 10 fugas;
Magnificat Septimi Toni - 8 fugas;
Magnificat Octvi Toni - 13 fugas

Pachelbel usou temas originais na maioria das fugas, embora algumas incorporem o cantochão padrão, em parte ou plenamente.

Esse amplo corpo de fugas breves em diferentes tons, estilos, temas e atmosferas (de motivos joviais e dançantes a ostensivamente sombrios) representa a mais impressionante compilação de música para órgão até Johann Sebastian Bach, uma geração depois.

Muitas destas fugas podem ser transcritas para o piano, pois não utilizam os pedais do órgão.

Abaixo as fugas do "Quarti Toni" (quarto tom).



Pessoalmente, considero as composições de Pachelbel muito a frente de seu tempo e tão importantes para o desenvolvimento da música quanto a obra de Bach.

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