segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010 – A FARSA DO LEGISLATIVO

ELEIÇÕES 2010 – A FARSA DO LEGISLATIVO (atualizado em 03/11/2010)


Olá a todos.
Hoje gostaria de comentar com vocês um aspecto de nossa legislação eleitoral que considero um verdadeiro absurdo e acinte ao regime democrático: o famigerado QUOCIENTE ELEITORAL.
Sim, famigerado, pois que fruto da fome desenfreada dos partidos obterem mais e mais poder.
O Quociente Eleitoral é um cálculo que indica a eleição de deputados (estaduais, distritais e federais) no Brasil. O mesmo artifício é utilizado nas eleições de vereadores. Ele é calculado de forma bem simples, dividindo-se o número de votos válidos de um Estado pelo número de vagas que esse Estado possui na Casa Legislativa pretendida. O resultado obtido seria, de forma geral, o número de votos necessários para se eleger um deputado.
Como exemplo, vejamos o Estado do Rio de Janeiro: são 11.584.083 eleitores cadastrados e 46 vagas à Câmara dos Deputados, considerando-se que não haja abstenções nem votos nulos ou brancos, teremos um índice de 251.827,89 votos por vaga.
Como não existe 0,89 eleitor, seria óbvio um arredondamento, mas não há, pelo simples fato que o índice obtido não indica o número de votos para se eleger alguém.
O que é feito, na verdade é o seguinte cálculo: somam-se os votos que cada partido recebeu (todos os seus candidatos mais os votos na legenda) e divide-se pelo quociente eleitoral do Estado. O número resultante indica o número de deputados que o partido elegeu, mesmo que estes não tenham recebido um único voto.
Continuando o exemplo, o deputado federal mais votado no Rio foi o ex-governador Garotinho, com 694.862 votos. Se dividirmos esses votos pelo quociente eleitoral máximo do exemplo acima ,obteremos 2,76 que é o chamado QUOCIENTE PARTIDÁRIO. Isso significa que, com esse número de votos, Garotinho não apenas garantiria uma vaga para si mesmo, como ainda elegeria outro deputado e 0,76 de mais um (ou seja, os outros candidatos de seu partido só precisam contribuir com mais 0,24 para completar o 3º deputado, o que equivale a 60.438,69 votos).
Então, mesmo que o segundo mais votado do PR tivesse apenas 1 voto ele iria para a câmara, pois o partido conquistou o direito de levar mais de 2 deputados.
Mas a confusão ainda não acabou: existem as coligações.
Nas coligações o raciocínio é o mesmo, só que o número de vagas é calculado a partir do somatório de todos os votos de todos os candidatos (e votos na legenda) de todos os partidos que compõe a coligação. Obtidas as vagas, estas são dividias entre os partidos membros por regras não muito claras, embora eles afirmem que seriam os mais votados, mas na prática, um partido nanico consegue eleger um candidato que tenha muito menos votos que seu colega de coligação. Exemplo:
Coligação AB obteve três vagas. O Partido A teve 5 candidatos A1, A2, A3, A4 e A5. O Partido B também apresentou 5 candidatos: B1, B2, B3, B4 e B5.
A1 teve 10 mil votos, A2 7 MIL, A3, 2MIL, A4, 500 E A5 20; B1, teve 1500 votos, B2 750 e B3, B4 e B5 só tiveram 5 votos da família cada um.
A lógica diria que os eleitos fossem A1, A2 e A3. Mas, como é uma coligação, os eleitos serão A1, A2 e B1, mesmo que este tenha menos votos que A3, pois os cargos obtidos devem ser distribuídos pelos partidos coligados.
E se você ainda me pergunta: e a farsa do título do post?
É que com isso, o seu voto é desrespeitado. O candidato com muitos votos não é eleito por força desses cálculos absurdos e outros, bem menos votados, é que assumem a vaga.
Ainda no exemplo dessas eleições no Estado do Rio de Janeiro, vemos que o candidato Nelson Bornier do PMDB teve 72.352 votos e não foi eleito, mas Jean Wyllys do PSOL, com apenas 13.018 votos irá para Brasília! São quase 60 mil votos de diferença!!!!!!!
Não estou aqui para atacar nenhum partido ou candidato, mas sim essa regra absurda que elege deputados ilegítimos e despreza o real desejo do eleitor.
O problema não está em alguém votar no Tiririca, mas no fato dos votos que ele recebeu servirem para eleger outros 3 candidatos que nada tem a ver com a relação entre ele e seus eleitores.
A quem beneficia esse sistema? Às cúpulas partidárias, pois podem usar esse mecanismo para negociar alianças e outros benefícios através da manipulação do voto do eleitor.
Porque não podemos simplesmente eleger os mais votados? Por que esse sistema vil?
PELO FIM DO QUOCIENTE ELEITORAL!!!!!!!PELO FIM DO QUOCIENTE PARTIDÁRIO!
PELA MORALIZAÇÃO DO BRASIL E DO PROCESSO ELEITORAL!


Abraços e boa semana a todos.

2 comentários:

  1. Alexandre passei para conhecer seu blog ele é not°10, show, espetacular com excelente conteúdo você fez um ótimo trabalho desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua família
    Um grande abraço e tudo de bom

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelos elogios e belas palavras.
    Que DEUS o ilumine também e a sua família.
    Abraços e sucesso.

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...