sábado, 14 de fevereiro de 2009

Poesia - SONHO I

SONHO I

Por minha janela olhei
E vi a lua a brilhar.
Mas, com sono meus olhos fechei
E ouvi meu nome a gritar.

Fui chamado ao rei.
Uma princesa devia salvar.
Era um cavaleiro,
Era meu dever lutar.

Parti para o castelo.
Os inimigos venci
E, ao libertar a princesa,
Eu então percebi

Esta chama que me alenta e me consome
Que me faz clamar seu nome,
Que me faz sonhar contigo
E que com a tristeza some

Esta chama que nunca se apagou
Nunca há de se apagar
Pois é a chama do amor
O amor que nunca irá me abandonar

Mas quando abri
Os olhos que fechei,
Não mais a vi.
Será que despertei?

Era um sonho talvez... foi um sonho!
Oh! Que doce era aquele sonhar.
Em que paz tão serena a dormi!
Ai de mim! Tive que despertar!

Lembrei-me de ti,
Que és o alimento d'alma,
Tu que és o amor,
Aquele que alegra e acalma

Só me lembro o dia formoso
Em que o Sol dava tanta luz
E os meus tristes olhos
Em teus verdes olhos pus

Que fez tu? Que fiz eu? Não o sei
Não há resposta a dizer
Pois me deixei pelo amor vencer
Mas nesta hora a viver comecei

Viver com o coração
Viver no amor
Para que com teu inestimável valor
Possa agora fazer uma oração

Oro pela vitória,
A vitória do amor.
Amo-lhe mais que a própria vida,
Mas o que é a vida, sem amor, senão dor?

Tu és a cura para dor.
Dor? A pureza não a pode conhecer.
Sua companhia pura
A dor me ajudará a vencer


Autor: ALEXANDRE ANTONIO COUTINHO FARIA

Escrito em março de 1996

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