domingo, 15 de fevereiro de 2009

Poesia - A DEUSA E O POETA

A DEUSA E O POETA

Para minha amada e idolatrada musa inspiradora:


Caminhava por uma velha estrada
Que ladeava uma floresta,
Por entre as árvores, vi que havia
Uma velha casa pronta para uma festa.

Aproximei-me mais.
E eis minha surpresa
Ao notar que a festa
Ao passado está presa.

Mas na velha janela aberta,
As alvas cortinas ainda bailam
Ao balanço do vento
E ao som dos rouxinóis que falam.

Mas não posso crer no que vejo!
Seria minha imaginação ou verdade?
Por de trás das alvas cortinas
Um vulto na claridade.

Este vulto é uma jovem,
A mais bela que já vi
E eu não posso negar
Que não é outra senão ti.

Sim ti, minha bela deusa
Que, assim como vedes,
Meu coração arrebatou
Com ruivos cabelos e olhos verdes.

Verdes olhos, belos como o mar,
Verdes como duas esmeraldas orientais:
Transparentes, Brilhantes,
Sem preço como tais.

És a formosa pintura
Da mais divina tela;
E posso dizer-lhe que
De Andrômeda és mais bela.

Mais bela que qualquer nereida
Ou ninfa, ou Musa ou o que for!
Só peço que me deixe ser
Seu Perseu para qualquer labor.

Ó infindável Deusa!
Ó idolatrada Perfeição
Que me enleva de amor
E me aquece o coração!

És a alma de minh'alma.
A razão de meu viver.
A salvação de minha vida.
A redenção de meu ser.

Ó minha Musa, Ó Érato minha
Que inspira minh'alma, meu ser,
Que as dores que eu tinha
Fez desaparecer.

Ó, por favor, divina Deusa
Apieda-te deste humilde ser.
Deixa-me no Olimpo entrar
E ao teu lado para sempre viver.

De um pobre e humilde poeta que ama sua musa divina,



Autor: ALEXANDRE ANTONIO COUTINHO FARIA

Escrito em fevereiro de 1996

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